| Assim Termina Uma História de Amor & Paixão e Começa uma História de Sexo, Luxúria e Poder!!! |
[Sep. 22nd, 2007|09:37 pm] |
Assim Termina Uma História de Amor&Paixão(UmRomanceEm69Atos)e Começa uma História de Sexo, Luxúria e Assim Termina Uma História de Amor & Paixão (Um Romance em 69 Atos) e Começa uma História de Sexo, Luxúria e Poder (by Lustato Tenterrara)
Capítulo I
A Violação de Domicílio Legal
Era o dia 15.08.2007, precisamente às 16:45 quando cliquei com o mouse no botão "Post to Lustato" deste meu LJ. Aquele foi o meu último ato antes de levantar para abrir a porta da suíte do hotel.
Antes, ainda, verifiquei, na tela do monitor, se a publicação fora corretamente recebida no meu Live Journal. Sim.
Ao telefone, a Gerência do Hotel informa querer conversar pessoalmente, alegando que o vencimento da fatura semanal, programada para o dia 16 ou 17 (quinta ou sexta-feira) iria ser antecipada, face o feriado do dia seguinte.
À porta, ouve-se alguns toques sutis, de um funcionário. Abro a porta. Era o mesmo Gerente que, há cerca de dois ou três dias dias, a meu pedido, viera trazer um marceneiro para consertar o trinco das janelas da Suíte 709, os quais não funcionavam, deixando as ditas janelas permanentemente abertas.
Decerto que estávamos no sétimo andar. Decerto que seria improvável alguém adentrar à suíte pelas paredes externas do edifícil, mas o serviço era necessário. Portadora de transtorno bipolar emocional, minha esposa tentara, naquele dia, jogar-se, juntamente com Bielle, por aquelas janelas. As tentativas de suicídio lhe são freqüentes. Desde antes de nosso casamento, em 2001 (de fato) e 2002 (de Direito), suas mudanças e oscilações de humores são uma constante. Na verdade, uma constância irritante, diária e que somente por alguns períodos some por cerca de três dias a uma semana. Não mais do que isso.
No leito nupcial, minha esposa brincava, absorta, com nossa pequena Bielle, remexendo aquele 'brinquedo' metido a aparelho celular combinado com bichinho virtual, que pedia água, banho, comida e cama.
(Interessante: sempre começava com a frase: "Tô sujo!"... Assim mesmo... Embora 'falado', percebia-se, perfeitamente, a existência de um ponto de exclamação!)
Abro a porta. Peço o Gerente para entrar. Deixo a porta aberta e retorno em direção ao leito nupcial. Dou mais uma olhada naquela morena linda e sexualmente vitaminada em todos os nossos poros. Era a última vez que iria ver aquela cena, pois logo após volto o olhar novamente para o hall de entrada da Suíte e percebo, então, que o Gerente não me acompanhou.
Retorno à porta. Vejo o seu olhar 'espantado'. Absorto em pensamentos poéticos, políticos, sociais e literários, EU devo ter imaginado que ele estaria com alguma gripe.
O Gerente olha para mim e pede para acompanhá-lo à Suíte 710 para conversar com o Gerente-Geral, o qual já estaria, lá, me esperando. Eu lhe disse, então, que poderiam entrar na ante-sala da minha suíte, para que tivéssemos o colóquio solicitado pelo hotel.
O Gerente retorna e adentra, então, na Suíte 710. Parece conversar com alguém. Da porta da Suíte 709, observo ele sair e dirigir-sè à porta da Suíte 707, testa-a-testa com a minha porta. Abre-a. De dentro saem cinco bandidos trajados de policiais. Adentram e INVADEM o sacrossanto leito nupcial onde me encontro. Ainda esbocei um pensamento de fechar a porta da suíte.
Tarde demais.
Entram todos. Fortemente armados (FUZIS, METRALHADORAS, GRANADAS... Creio que até mesmo algum tanque de guerra deveria estar estacionado à porta do hotel... Não... Apenas algumas dezenas de carros e motos das forças policiais e da imprensa... Muita coisa... Para nada). A propaganda é a alma do negócio!
Violam o meu leito nupcial.
Levam-me à força para a Suíte 707 onde sou algemado e torturado por cerca de duas horas.
A todo momento pergunto aos criminosos onde estariam minha esposa e minha filhinha de 3 (três) anos, as quais ficaram na cama da minha Suíte 709. Peço clemência para com elas.
Tentam enforcar-me.
Estou já desfalecendo quando consigo explanar que não estou conseguindo respirar. Afrouxam um pouco a 'gravata' braçal a que me submetiam.
Pergunto se trata-se de algum tipo de 'Esquadrão da Morte'.
Em silêncio, apenas apontam a arma para minha cabeça.
Informo que sou uma Autoridade constituída legalmente, segundo as leis brasileiras. Que se eles forem realmente policiais e não bandidos deveriam ao menos informar o motivo de todas aquelas violências.
Capítulo II A Síndrome da Perfeição
Na verdade, eu acredito na lei. No Estado de Direito.
Escritor, Advogado e Jurista, irrito-me facilmente em face da incompetência, corrupção e impunidade que assola nossa adorada Pátria, salve, idolatrada, salve, salve.
São policiais criminosos atuando em nome da lei.
São políticos corruptos.
São autoridades diversas que se entregam, simulando legalidade, a arbítrios generalizados.
Podridão em praticamente todas as esferas.
Mas, o Quarto Poder concentra um poder de fogo espetacular, pois aciona "a mais forte das armas", 'a língua humana'.
E, face a criminalidade latente em todas as esferas dos poderes que 'mandam' na Sociedade, um criminoso que se passa por jornalista é um dos piores.
É, na verdade, o pior dos crimes.
Os outros praticam um crime mas o escondem. Simulam uma pretensa legalidade para esconder, senão o dolo específico, a culpa, que é onde se escondem os agentes estatais incompetentes e criminosos.
Mas a Imprensa, quando comete crimes (e o fazem diariamente), o fazem com estardalhaço, em nome apenas da corrupção e da promoção pessoal de alguns outros criminosos.
Ajudam-se todos, mutuamente. Troca de favores ou rabo preso (não sei - ou ambos).
...
Mas eu ainda digo... E repito: O Brasil tem jeito.
A Lei e a Ordem já instituídas e positivadas no nosso ordenamento jurídico ainda têm garantia de cumprimento nas elevadas esferas de nosso poder judiciário.
Fiemo-nos neles: Os Ministros Superiores e os do Supremo!
Enfim nossos Deuses Brasileiros, nossas duas últimas instâncias, garatem que cada cidadão brasileiro possa exigir legalmente a aplicação da lei pátria. Exigir. Cobrar prestações de contas e responsabilidades.
É...
Eu já disse que sou um sonhador.
Mas eu sou um sonhador radical e sinto que um homem pode fazer a diferença.
Viva o nosso ordenamento jurídico e os princípios gerais do Direito...
E a democracia no Estado Democrático de Direito...
Porque, sem ele, sem o Estado Democrático de Direito eu não poderia escrever aqui em busca da Justiça, eu não estaria mais aqui.
Estaria lá no Céu, talvez...
Capítulo III TO BE CONTINUED |
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